Autor: sandracfernandes740@gmail.com

  • Porquê Eliminiei o Álcool da Minha Vida – E Como Descobri Um Universo Muito Melhor

    Porquê Eliminiei o Álcool da Minha Vida – E Como Descobri Um Universo Muito Melhor

    Sempre gostei de garrafas de vidro — seus formatos, cores e a forma como capturam a luz.

    Ainda adolescente, comecei a pegar uma aqui, outra ali. Com o tempo, amigos e familiares passaram a me presentear com garrafas interessantes que consumiam ou encontravam por aí. Sem perceber, aquilo virou uma coleção!

    Por razões óbvias, chegou um momento em que precisei parar — afinal, não haveria espaço suficiente para tantas. Tive que escolher apenas algumas, e no fim restou uma única garrafa, que guardo até hoje com carinho especial: uma linda garrafa em formato de peixe.

    Nas revistas de decoração, a parte que mais me atraía era sempre o bar. As garrafas, os copos, as taças… Eu pensava: quando tiver minha casa, terei um lindo bar. E tive. Na verdade, tive três casas — e em todas elas o bar esteve presente, sempre acompanhado de garrafas bonitas, copos e taças cuidadosamente escolhidos.

    Não sei exatamente de onde veio esse gosto. Talvez pela estética, talvez pelo ritual.

    Com a questão do espaço, passei então a colecionar rolhas. Um grande recipiente de vidro artesanal, em formato de garrafa, claro, repleto de rolhas de vinhos e espumantes. Cada uma carregando uma memória, uma ocasião compartilhada ao longo dos anos.

    O mais irônico de tudo isso é que nunca fui uma grande consumidora de bebidas alcoólicas. Logicamente quando se entra na juventude, beber sempre faz parte das descobertas, baladas, festas, etc. Com o passar dos anos, essas bebedeiras foram se dissipando e o consumo tornou-se ocasional – muito ocasional.

    Depois vieram o casamento, a gravidez… e eu praticamente parei. Tornei-me uma consumidora rara de álcool. Talvez um drink feito por mim mesma enquanto cozinho aos Domingos. Ou um chopp em uma saída eventual com meu marido. E, claro, os brindes de fim de ano — Natal, Ano Novo — esses são sagrados.

    Os espumantes… ah, os espumantes. Sempre foram os meus favoritos e a bebida que mais gosto…

    Ou melhor… gostava. Recentemente, passei a buscar substitutos por um motivo inesperado.
    Há seis meses fui diagnosticada com hepatite autoimune. E sim: nunca mais posso consumir bebidas alcoólicas — nunca mais.

    Num primeiro momento, senti alívio ao saber que bastaria tomar um medicamento pelo resto da vida e que poderia ter uma vida absolutame normal. Ou quase, pois agora há uma limitação…

    O curioso é que o álcool nunca foi protagonista na minha vida.
    Ainda assim, existe uma diferença enorme entre não querer beber e não poder beber.

    De repente, algo que antes era apenas ocasional transformou-se em proibição.
    E essa sensação de “para sempre” me impactou — mais do que eu poderia imaginar.

    Eu me senti limitada, diferente. Pensei em como ficaria deslocada em situações sociais. Confesso que, em alguns momentos, senti até uma certa inveja de quem não precisa se preocupar com isso.

    Não deveria incomodar tanto, mas me incomodou.

    O fator PROIBIDO instiga, incomoda. Se algo é proibido, assumimos que é bom demais para ser esquecido. A restrição cria escassez — e o “não”, funciona como um holofote. Ele tira o objeto do cotidiano e o coloca num pedestal.

    Lamentei pelos brindes que não poderia mais fazer. Pensei nos vinhos e espumantes que nunca provei — e que nunca mais poderei provar. Nem mesmo um Dom Pérignon, caso surgisse uma oportunidade extraordinária.

    E as festas de fim de ano? Brindar com suco? Água com gás?
    Tudo bem que hoje já existem opções zero álcool… mas muitas vezes isso significa levar a própria garrafa e, se juntar às crianças.

    Depois do tempo necessário para absorver essa nova condição — que reconheço ser pequena diante de tantas enfermidades possíveis à que todos estamos sujeitos — comecei a me voltar ainda mais para tudo o que é saudável.

    Passei a pesquisar sobre drinks sem álcool. E foi assim que me deparei com o universo zero álcool.

    Nessa curiosidade inicial, descobri algo que jamais imaginei existir: um movimento mundial, uma comunidade global crescente.

    E fiquei absolutamente encantada.

    O que começou como perda virou descoberta. Percebi que existe beleza, sabor, elegância e muita expressão pessoal no mundo das bebidas sem álcool — muito mais do que eu poderia imaginar.

    Descobri que não estava sozinha. Muitas pessoas, por diferentes motivos — saúde, estilo de vida, bem-estar, novos valores — estão buscando alternativas ao álcool. E esse movimento é moderno, sofisticado e cheio de possibilidades.

    Descobri os mocktails.
    Descobri os destilados não alcoólicos.
    Descobri marcas artesanais, propostas elegantes, receitas criativas e sabores surpreendentes.

    O que começou como necessidade virou curiosidade.
    E a curiosidade rapidamente se transformou em paixão.

    Assim nasceu o Celebrando Zero Álcool.

    Um espaço para compartilhar descobertas, dividir experiências e mostrar que a vida pode continuar leve, saborosa, social e elegante — mesmo sem álcool. Aliás… talvez até mais.

    Aqui, meu objetivo é:

    • Buscar e avaliar bebidas sem álcool, nacionais e internacionais;
    • Compartilhar marcas interessantes e drinks elegantes;
    • Ensinar receitas criativas, fáceis e bonitas de preparar;
    • Mostrar que é totalmente possível — e sofisticado — viver experiências sociais sem álcool;
    • Trazer bem-estar, leveza e informação;
    • Acolher quem também está passando por mudanças e escolhas semelhantes;

    Este blog não é apenas sobre bebidas.
    É sobre abraçar um estilo de vida, com saúde e bem-estar.


    Convite ao leitor

    Comente, compartilhe suas experiências, indique bebidas, envie perguntas.
    Este é um lugar de troca, aprendizado e acolhimento.

    Hoje, posso dizer com serenidade: a vida sem álcool não apenas é possível — ela é surpreendentemente rica, saborosa e cheia de novas descobertas.

    Bem-vindo ao Celebrando Zero Álcool — onde saúde e o prazer – brindam juntos. 🥂


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